Os sindicatos dos trabalhadores e do setor patronal da indústria metalúrgica de Ponta Grossa e região concluíram a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026, válida no período de 1º de dezembro de 2025 a 30 de novembro de 2026.
Com o INPC acumulado de 4,18% em novembro, o reajuste salarial de 5,40% representa um ganho real de 1,22% para a categoria, assegurando reposição da inflação e avanço concreto no poder de compra dos trabalhadores.
Novos pisos salariais
A CCT estabelece que os trabalhadores admitidos pelas empresas da categoria terão, durante o período de experiência — limitado a no máximo 90 dias — um piso salarial de R$ 2.125,20, equivalente a R$ 9,66 por hora.
Após o término do período de experiência, o piso salarial passa a ser de R$ 2.241,80, ou R$ 10,19 por hora, valores válidos a partir de 1º de dezembro de 2025.
Para os aprendizes, permanece garantido o pagamento do salário mínimo nacional por hora, não se aplicando os pisos normativos da categoria.
Reajuste salarial com aumento real
Os salários dos trabalhadores da categoria, até o limite de R$ 8.157,41, terão um reajuste de 5,40%, aplicado a partir de 1º de dezembro de 2025. Como o índice supera a inflação medida pelo INPC, a correção garante reposição integral das perdas inflacionárias e aumento real dos salários.
Para salários acima desse valor, o acordo prevê a concessão de um reajuste fixo de R$ 440,00, assegurando correção também para as faixas salariais superiores.
Vale-alimentação: piso garantido e luta por melhores valores
A Convenção Coletiva estabelece o vale-alimentação mínimo de R$ 330,00, o que representa um reajuste de 10% para os trabalhadores que recebiam o valor mínimo do benefício.
Nos casos em que o vale-alimentação já é superior ao mínimo definido na convenção, o sindicato reforça que estará ao lado dos trabalhadores nas negociações específicas, buscando os melhores acordos possíveis em cada empresa. Em algumas plantas, essas negociações envolvem também temas estratégicos como Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e planos de cargos e salários, processos nos quais a atuação sindical é fundamental para ampliar conquistas e evitar retrocessos.
A orientação do sindicato é clara: nenhum direito deve ser reduzido e, onde for possível avançar, a negociação coletiva será o caminho para ampliar benefícios e melhorar as condições de trabalho.
Manutenção das cláusulas
A Convenção Coletiva mantém todas as demais cláusulas anteriormente pactuadas, preservando direitos já conquistados pela categoria.
Com ganho real nos salários, reajuste expressivo no vale-alimentação mínimo e atuação ativa do sindicato nas negociações por empresa, o acordo reafirma a importância da organização coletiva para proteger direitos e buscar avanços concretos para os metalúrgicos de Ponta Grossa e região.








