A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e Região esteve nas portas de fábrica nesta terça-feira, 30 de junho, dialogando com os trabalhadores e trabalhadoras sobre a luta pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial.
A data foi definida pelo movimento sindical como Dia de Mobilização Nacional pelo fim da escala 6×1, com atividades em diversas regiões do país para pressionar o Senado Federal a avançar na proposta de redução da jornada de trabalho. A pauta defende que o trabalhador tenha mais tempo para viver, descansar, estudar, conviver com a família e cuidar da saúde, sem perder salário.
A proposta já passou pela Câmara dos Deputados, onde foi aprovada em dois turnos no dia 27 de maio de 2026, e chegou ao Senado no dia seguinte, como PEC 221/2019. O texto reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso a cada cinco dias trabalhados e mantém os salários. Mas a disputa agora se concentra no Senado: a matéria ainda não tem calendário de votação definido e não deve seguir diretamente ao Plenário, conforme declarou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Ou seja, sem pressão dos trabalhadores, há risco de atraso, manobra ou tentativa de enfraquecer a proposta.
A escala 6×1, que impõe seis dias de trabalho para apenas um dia de descanso, é uma realidade pesada para milhões de trabalhadores no Brasil. Para quem está no chão de fábrica, muitas vezes enfrentando ritmo intenso, pressão por produção, calor, ruído, esforço repetitivo e desgaste físico, a discussão sobre jornada não é abstrata: é uma questão concreta de saúde, dignidade e qualidade de vida.
Durante a mobilização, os dirigentes conversaram com a categoria, distribuíram materiais e reforçaram a importância da organização dos trabalhadores para pressionar os parlamentares. O Sindicato também destacou que a redução da jornada sem redução salarial é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora e precisa avançar com unidade e mobilização.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos, a luta não terminou com a aprovação na Câmara. Agora, é preciso manter a pressão, ampliar o debate dentro das fábricas e fazer com que a voz dos trabalhadores chegue ao Senado.
Fim da escala 6×1 já. Redução da jornada sem redução salarial.


