Sindicato dos Metalúrgicos teve papel central no plebiscito popular em Ponta Grossa
“É uma grande vitória da classe trabalhadora, do movimento sindical, do movimento VAT — Vida Além do Trabalho — e do presidente Lula. Tem que ser comemorada, e muito.” A declaração do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e Região, Claudir Messias da Rosa, expressa a dimensão da conquista aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14): o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem corte salarial.
A conquista teve participação direta da entidade em Brasília. Claudir realizou diversas viagens à capital federal, e Jeferson Palhão, o Miudinho, participou de parte dessas agendas. Junto à Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), a diretoria buscou apoio de deputados desde a tramitação na Câmara e, posteriormente, de senadores.
“Nosso papel não foi só a mobilização em Ponta Grossa. Tivemos uma atuação forte em Brasília, por meio da diretoria, conversando cara a cara, olho no olho com deputados e senadores, junto com a CNM”, destaca Claudir.
Nas visitas, os dirigentes apresentaram os reflexos positivos da redução da jornada na vida dos trabalhadores e, principalmente, das trabalhadoras. O diálogo enfatizou o direito ao descanso, à saúde e à convivência familiar, aproximando os parlamentares das necessidades de quem enfrenta jornadas exaustivas.
Em Ponta Grossa, o Sindicato teve papel central na organização do plebiscito popular. Com urna física na sede e acesso à votação online, incentivou a participação da população. Essa mobilização, somada às atividades nas portas das fábricas, fortaleceu a atuação da diretoria no Congresso.
A proposta foi aprovada em dois turnos, por 75 votos favoráveis e um contrário, e segue para promulgação. O texto garante dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Dois meses após a promulgação, o limite cairá para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, será de 40 horas. A conquista demonstra a força da participação popular e da organização sindical, combinando mobilização na base e diálogo direto nos espaços de decisão.


